alt jul, 22 2025

Queda do Boeing 737-800 da Jeju Air provoca renúncia e gera questionamentos sobre segurança aérea na Coreia do Sul

Na madrugada do dia 29 de dezembro de 2024, um dos piores desastres aéreos da história recente da Coreia do Sul marcou o país. Um Boeing 737-800, operado pela companhia Jeju Air, tentou aterrissar no Aeroporto Internacional de Muan, mas teve uma falha no trem de pouso. O avião, com 181 pessoas a bordo, não conseguiu completar a manobra e saiu da pista, se chocando violentamente contra um muro de concreto. A aeronave explodiu em chamas. Desses 181 ocupantes, apenas dois membros da tripulação sobreviveram — um cenário de devastação quase total.

A tragédia rapidamente gerou intensa pressão sobre o governo. O acidente aéreo não foi apenas um momento dramático para familiares e sobreviventes, mas também trouxe ao centro do debate nacional falhas na infraestrutura e nos protocolos de segurança dos aeroportos coreanos. O próprio ministro dos Transportes, Park Sang-woo, veio a público assumir o peso da responsabilidade e anunciou que deixará o cargo assim que o gerenciamento da crise estiver estabilizado.

Estrutura do aeroporto e fatores investigados aumentam polêmica

Estrutura do aeroporto e fatores investigados aumentam polêmica

O acidente levantou várias perguntas. Investigadores avaliam hipóteses como impacto de aves, condições meteorológicas desfavoráveis e até questões técnicas do avião, mas chamam atenção também para a infraestrutura do próprio aeroporto. O concreto rígido e a proximidade do muro onde o avião colidiu foram apontados por especialistas como fatores que potencializaram o número de mortos. Consultores em aviação disseram, em entrevistas para a imprensa local, que a zona de escape do aeroporto era curta demais e o muro, resistente demais para permitir qualquer chance de sobrevivência além dos dois sobreviventes.

Enquanto o país digeria a dimensão da tragédia, o cenário político já era complicado. Desde o início de dezembro, a Coreia do Sul passa por turbulência após a imposição de lei marcial pelo presidente Yoon Suk Yeol, além de tentativas de impeachment contra o primeiro-ministro Han Duck-soo. Em meio a essa instabilidade, a resposta à crise do acidente foi também observada sob a lente da crise política.

Park Sang-woo reconheceu falhas do Estado na supervisão da segurança, especialmente por ser sua pasta responsável por todos os aspectos de infraestrutura de aviação. Um dos pontos que ele reforçou, antes de deixar o governo, foi a necessidade de mudanças imediatas nos sistemas de pouso e nas normas de construção dos aeroportos para evitar tragédias semelhantes. Enquanto isso, autoridades continuam analisando dados da caixa-preta, ouvindo sobreviventes e familiares e revisando os procedimentos operacionais.

Além do luto, fica para os sul-coreanos a constatação de que ajustes urgentes precisam ser feitos — tanto na segurança das viagens quanto na condução das respostas nos momentos de crise.

12 Comentários

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    Lorenna Alcântara

    julho 24, 2025 AT 05:08
    Isso é um pesadelo... 😭 Espero que as famílias estejam sendo apoiadas direitinho. Não dá pra acreditar que isso ainda acontece em 2024. Precisamos de mais transparência e menos burocracia na aviação!
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    Fabrício Neves

    julho 25, 2025 AT 06:17
    É lamentável, mas não surpreendente. A infraestrutura aeroportuária brasileira já enfrenta problemas semelhantes, e a Coreia do Sul, por mais desenvolvida que seja, também não está imune a falhas sistêmicas. A responsabilidade governamental deve ser clara e imediata.
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    larissa barreto

    julho 25, 2025 AT 16:30
    A humanidade parece ter esquecido que a vida é frágil. Nós construímos máquinas cada vez mais complexas, mas não aprendemos a valorizar a segurança como um direito humano básico. Essa tragédia é um espelho da nossa indiferença coletiva.
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    Marcos Tulio da Rocha Pereira

    julho 26, 2025 AT 23:11
    Muro na pista? Sério? Isso é um crime. Não é acidente, é negligência criminosa. Eles sabiam que era perigoso e deixaram assim. Ninguém morre por acaso quando o sistema falha deliberadamente
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    Camila Mac

    julho 27, 2025 AT 01:49
    Outro ministro que sai pra parecer que fez algo. Enquanto os mesmos políticos continuam no poder, nada muda. Eles só se importam quando o escândalo vira manchete. A culpa é de todos que votam nesses caras.
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    Paulo Penteado

    julho 27, 2025 AT 18:26
    eu to com medo de viajar de avião agora... tipo, sério, como isso ainda acontece? eu ja vi muro na pista de um aeroporto aqui no brasil tbm... e ninguem fez nada. isso é normalizado
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    Giancarlo Luiz Moreno Ore

    julho 28, 2025 AT 14:20
    Pessoal, isso é um alerta pra todo mundo. Se você vai viajar, pesquise a história da companhia, o ano do avião, e se o aeroporto tem histórico de acidentes. Não confie só no nome da empresa. A gente pode salvar vidas só com informação!
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    Juliana Rassi

    julho 28, 2025 AT 17:33
    Acho que a gente precisa parar de olhar só para os ministros que renunciam. O que realmente importa é: quem assinou o laudo de segurança do aeroporto? Quem aprovou o projeto do muro? Quem foi pago para fechar os olhos? Essas perguntas não são feitas.
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    Graziely Rammos

    julho 29, 2025 AT 13:36
    muro na pista... que absurdo
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    Madalena Augusto

    julho 29, 2025 AT 20:45
    Eu chorei vendo as imagens... 🥺 Não é só um avião que caiu, é um pedaço da alma de 179 famílias que foi roubado. Eles merecem justiça, não apenas discursos. E se alguém tiver contato com os sobreviventes, por favor, mande um abraço de mim.
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    priscila mutti

    julho 31, 2025 AT 06:16
    É interessante observar como a mídia amplifica esse tipo de tragédia enquanto ignora outras, como as mortes por negligência em hospitais públicos. A seletividade da empatia é um fenômeno sociológico relevante.
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    Rafael Ervolino

    julho 31, 2025 AT 12:49
    O problema aqui é sistêmico. A cultura de conformidade em segurança aérea é um risco operacional crítico. Os protocolos de manutenção e inspeção estão desatualizados, e a pressão por eficiência operacional supera a priorização da integridade estrutural. Precisamos de auditorias independentes e transparência total nos dados de segurança. Não basta demitir o ministro. É preciso reformar o sistema.

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